Crítica: Exorcistas do Vaticano (The Vatican Tapes, EUA, 2015)


Em Exorcistas do Vaticano a possessão é o protagonista e o exorcismo e os exorcistas são apenas coadjuvantes.
Na história Angela Holmes (Olivia Taylor Dudley) sofre um acidente doméstico e precisa ir ao hospital. Depois de uma sucessão de eventos absurdos, até mesmo para um filme de terror, o estado de saúde dela piora e levam a uma única saída para seu pai na tentativa de salvar Angela: um exorcismo.
Com o início arrastado onde os acontecimentos principais demoram muito para acontecer, não sabemos quase nada sobre a protagonista e por isso não é possível ter empatia por ela.
Provavelmente para fugir do óbvio informações importantes do passado de Angela ficam subentendidas e poderiam ser apresentadas de uma forma mais interessante, afinal sem elas fica difícil entender o porquê está acontecendo isso com ela.


Mesmo tendo influências claras dos longas O Exorcista (The Exorcist, EUA, 1973) e A Profecia (The Omen, Reino Unido, EUA, 1976), Exorcistas do Vaticano não convence ao mostrar um dos maiores embates do bem contra o mal.
O elenco tem atuações rasas porque os personagens não são complexos e alguns, como o namorado de Angela, são totalmente dispensáveis.
A trilha sonora também é algo neglicenciado ao ponto de praticamente não existir e prejudica muito o clima do filme.
Não espere sustos. Eles são poucos, com a maioria sendo clichê. Algumas cenas realmente chocam mas são ofuscadas pelo tom bizarro e desconexo da trama que usa até elementos de found footage em uma tentativa equivocada de trazer veracidade a narrativa.
Os efeitos especiais são muito bons. Mas quem erra feio é o continuísmo em uma cena importante.


Portanto o longa peca pela falta de desenvolvimento e com isso não consegue envolver os espectadores na trama.

Nota: 3/5.

Enjoy! See you soon!

Crítica: Exorcistas do Vaticano (The Vatican Tapes, EUA, 2015) Crítica: Exorcistas do Vaticano (The Vatican Tapes, EUA, 2015) Reviewed by Evelyne V. Nami on 1.9.15 Rating: 5

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