Crítica: A 5ª Onda (The 5th Wave, EUA, 2016)


Se tem uma coisa que o longa A 5ª Onda tem o poder de despertar no espectador é a vontade de ler o livro homônimo, porque a história retratada nas telas é extremamente superficial.
Com a cena inicial que não se encaixa no resto da narrativa a história começa quando a Terra é invadida por alienígenas e sofre uma série de ataques. Esse ataques chamados de ondas acabam primeiro com a eletricidade no planeta, depois provocam tsunamis, um vírus altamente letal é lançado na superfície e então os aliens resolvem se infiltrar entre os poucos sobreviventes para exterminá-los de uma vez.
No meio dessa catástrofe está a adolescente Cassie Sullivan (Chloe Grace Moretz) que luta para sobreviver e proteger o irmão.


Todos os símbolos de "dominação" humana na Terra são destruído com facilidade pelos alienígenas e nos mostram o quanto o ser humano é indefeso, principalmente ao viver sem o conforto da vida moderna e a proteção do lar.
Mas os detalhes e o desenvolvimento são os pontos fracos do longa.
O mundo como conhecemos está acabando e a ênfase da narrativa é em um romance inusitado mesmo após uma reviravolta previsível e uma consequência óbvia.


A aposta novamente é em uma protagonista imune a vírus letais e que tem uma habilidade com armas adquirida quase instantaneamente. Em um dia ela aprende o básico e no outro já está atirando precisamente com uma metralhadora.
A personagem de Cassie é o centro da narrativa, tendo o foco quase total em si, mas seria interessante saber um pouco mais sobre os outros personagens.
Em meio a desolação do ambiente uma questão jurássica incomoda: a protagonista não se suja, o cabelo está sempre penteado, o esmalte é o mais resistente que se tem notícia, ela só bebe água e quase não se alimenta em sua longa jornada.
Esses detalhes podem parecer superficiais, mas eles são uma prova que a produção é muito mais voltada para as aparências do que para o conteúdo.
A exceção fica por conta das nuances da iluminação, que consegue com um toque sutil deixar os locais iluminados pela eletricidade com uma aparência extremamente artificial contrastando com a luz natural do ambientes ao ar livre e evidenciando bem a condição humana de "selvagem".


A única coisa sensata é dita por um alienígena quando questionado sobre a destruição da raça humana. Ele explica que nós não somos muito diferente deles, afinal já exterminamos inúmeras espécies do nosso próprio planeta.
Tirando esse choque de realidade não sobra muita coisa além de uma história com argumentos mal desenvolvidos, personagens rasos, pouco explorados e atuações medianas.

Nota: 2/5.

Enjoy! See you soon!
Crítica: A 5ª Onda (The 5th Wave, EUA, 2016) Crítica: A 5ª Onda (The 5th Wave, EUA, 2016) Reviewed by Evelyne V. Nami on 23.2.16 Rating: 5

Um comentário

  1. Oooi! Tudo bem?

    Então… Tenho vergonha de dizer que tenho o livro na estante a dois anos e ainda não peguei pra ler. Em minha defesa, passei por uma ressaca literária horrível que durou meses. Depois disso tinha tantos livros pra ler, que esse foi ficando esquecido. Quando o filme lançou, pensei: agora eu leio! Mas aí começaram a sair reviews dizendo que o filme não era legal e talz, aí desisti de ver e consequentemente tirei o livro da lista de leituras. Tenho certeza que um dia eu pego pra ler, mas o filme eu não acho que verei não... Queria porque gosto muito da Chloe e tento ver todos os trabalhos dela, mas eu só escuto coisa negativa sobre esse, fica difícil achar a motivação pra dar o play. Um dos grandes problemas é essa mania que as adaptações tem de enfiar o romance goela abaixo dos expectadores. Um que sempre gosto de citar é Divergente. Óbvio que o romance está presente nos livros, mas é muito pouco. O foco maior é a luta contra o governo e tal. Os filmes foram na direção contrária. Essa questão dos detalhes sobre o "dia a dia" da protagonista também é algo que me incomodaria demais. Eu implico com essas coisas, tô nem aí se é ficção científica, quero um mínimo de realidade. As necessidades humanas não mudaram só porque uns alienígenas aí decidiram que queriam nosso planeta. Eu hein...

    Beijinhos, te espero lá no http://amendoasefelpices.blogspot.com.br/

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